Vivenciando a Consciência Pura

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Cante para eu dormir

Allan Nagy

Estou tão cansado, cansado de viver.
Estou exausto,exausto de ter que aprender.
Aprender a vida para sobreviver.
As decepções que sofremos, da maldade de nosso ser.

Já sei onde as histórias acabam,
Infelizmente não são como desenhos da Disney.
Cansado de meu desânimo, com minha identidade sem fôlego.
Fingindo um sorriso no rosto muitas vezes para não desdenhar um olhar estranho.

Aquele leve sorriso com toque de sofrimento e angústia, e poucos saberiam identificar ou entender.
O sofrimento de saber o que anda por trás dos fatores, o poder de vêr.
Não existe espaço para suscetibilidade.









Só quero alguém para me acolher, onde possa me debruçar, encostar minha cabeça nos ombros ou no colo, que me de conforto e carinho dizendo para continuar, cantando nas noites para eu poder dormir, onde eu possa olhar para as estrelas e sentir o brilho delas em meu coração.










"Cante pra eu dormir
Cante pra eu dormir
Eu estou cansado e eu
Eu quero ir pra cama
Cante pra eu dormir
Cante pra eu dormir
E então me deixe sozinho
Não tente me acordar de manhã
Porque eu terei ido
Não se sinta mal por mim
Eu quero que você saiba
Do fundo do meu coração
Eu ficarei tão feliz em partir

Cante pra eu dormir
Cante pra eu dormir
Eu não quero mais acordar
Sozinho
Cante pra mim
Cante pra mim
Eu não quero mais acordar
Sozinho
Não se sinta mal por mim
Eu quero que você saiba
Do fundo do meu coração
Eu realmente quero ir

Há um outro mundo
Há um mundo melhor
Bem, deve haver
Bem, deve haver
Adeus"








quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Teores e Essências,Encontros Desencontros, Arriscar viver sabendo que pode morrer.

Allan Nagy

O teor das essências são de infintas plenitudes,as vezes imperfeitas e moídas como picotador de papeis, ou vivas como o aroma daqueles perfumes de banheiro das clínicas psiquiátricas.
(O cheirinho do banheiro dos psicólogos e psiquiatras é melhor do que água benta)

Mas nunca, nunca serão conforme nossas idealizações, isto é coisa para filósofos que criam livros chamados de república ou banquetes discutindo o que é o amor.

É bem peculiar, já não sinto mais a necessidade de idealizar,os cálculos incalculáveis se tornam mais impactantes quando se tem equações invariáveis.Podem ser ruins, podem ser bons.. não temos nada a perder, porque como dizia um grande amigo meu alquimista do niilismo... A morte já é uma certeza, então a paz uma hora irá te abraçar...  "Como um hóspede indesejado que levamos para cama.A morte faz de nós todos anjos, e nos da asas" (Jim Morisson)

Pois é, eu havia perguntado "por que continuar vivendo?" ele encontrou uma resposta ao menos plausível..e também é bom viver! poxa.. são só momentos.. só.... Momentos.

Em alguns momentos queremos morrer com aquela decepção entorpecida como se fosse sentir abstinência de cocaína. Talvez alguém esteja lendo isto,acredito que não, afinal não me importo também. Se estiver lendo talvez esteja se perguntando.. este muleque xarope usa drogas? minha resposta é Não, não uso mais drogas, ainda bem né rs..

A impulsividade de algumas atitudes nem sempre podem ser sintomas de perdição e dependência, em alguns momentos talvez, mas é importante identificar que em muito destes momentos é simplesmente algo que alguém poderia sentir vontade de fazer, e diferente dos outros sou livre para praticar minhas experiências. Assim poderei morrer com tranquilidade pois fiz fiz o que sentia longe da auto preservação que muitos tem convicção. Acredito que.. Submeter-se à algumas vontades, ou revelar suas chamas é uma puta auto preservação com seus desejos.Privar eles é uma submissão, você está seguro em seu fechamento mas não está livre.Contudo quando está livre tem que estar disposto a arriscar,quebrar a cara,inflamar e reduzir o ego vivendo intensamente como um louco indesejado em um ninho de cobras,pessoas egoístas e auto sustentáveis.
Um dos fatores que mais machuca um poeta é se libertar das amarras do ego, é não ter as maldades dos homens, é ser uma criança sem medo de dizer o que sente.

Mas esteja convicto de que seria praticamente impossível conquistar alguém dizendo que ama, ou talvez não.. Bem na maioria das vezes sim.. Nos já sabemos onde cai está história.


Afinal como ja dizia Oscar Wilde
"Você pode ser feliz com uma mulher contando que não se apaixone por ela"

Os budistas Vêem a alma poética como uma doença, prender se ao amor e as particularidades de seus sentimentos, depender dos sentimentos para tornar a vida mais interessante, Pode ser! pode ser..
Porém uma vez envolvido por toda esta insanidade, ném tratamento intenso de lítio com eletro-choques curaria uma alma libertadora, ou como dizem os budistas "sofredora".

Mas quando vier alguém que corresponder o seu amor que estaria "entregado" claro não totalmente, porém entregado com aquele teor metafórico,Afinal...Um poeta sabe amar a si mesmo muito bem, mas sabe amar os outros também, enfim, esteja certo que este amor é aquele que aparece nos filmes hollyodianos, ou dos contos de fadas ksksksks.

Acho que não, acho que nao

Da uma merda do cacete!.

Foda-se!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Rain

Allan Nagy

Está chovendo intensamente,

Como meus sentimentos, que se angustiam ao poder ver as lágrimas do céu enquanto não conseguiria escorrer mais nenhuma de meus olhos negros.Secando todas as lágrimas como rivotril seca todas as tristezas, sinto sua presença lentamente tomando partes de minhas lembranças.

Talvez o eterno retorno faça muito mais sentido poeticamente falando, quando se pode agarrar as lembranças boas, que se tornaram eternas. Acredito que.. Apesar de tudo.. Não poderia se tornar eterno quando se torna muito decorrente.

O gosto de meu amor se fortalece  ao olhar para ti e poder me deparar com as improbabilidade inúmeras e possíveis  das dificuldades de tudo isto se tornar sólido.por enquanto é tudo muito platônico.

Mas saiba que diante de toda distância, sinto sua presença como uma alma perambulando ao meu lado, uma alma moribunda quando envolve  adapta à minhas abstrações, uma alma que, apesar dos apesares constituiu mais uma página dos meus livros de histórias, e que foi muito importante para compreensão novamente de que o amor é sim possível sentir novamente.

Consigo descansar em paz quando chego à estas compressões internas de minha sombra, de minha angústia..  Da ânsia por querer viver a intensidade de como a vida deve ser vivida, e de como os outros não compreenderam a intensidade do dever de ser vivido.

Enfim, "I can steel feel you, even you so far away"

I can feel The taste of your necks in my mouth, That brings me alive,  before you dies.

Hoje pressinto o luto, amanha talvez a vitória,a sacanagem ou a ingenuidade.

Mas não se preocupe, não está sozinha minha querida, pois onde seja que estiver, estarei contigo sempre que puder, e nos momentos mais tristes de sua caminhada poderá dividir suas dores comigo, como parcelar um vinho caro em 3x no cartão sem juros, poderia pagar todas estas dívidas.

Coloque a mão em seu coração e faça uma pergunta..

Você consegue me sentir?





segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O doente

Allan Nagy

Búri como nós, é um jovem que contextualizava toda sua aptidão às sensibilidades empíricas transmutando a essência do efêmero para o eterno.

Por que como todos nós? Bem nem tanto, nós negamos os desejos e indelicadezas para soar  pessoas controladas e sóbrias, pessoas negadoras do prazer,do pecado da angústia... da própria vida.Por outro lado  lhe digo meu caro leitor! Como todos nós sim!, possuímos uma energia interna que continua a ansiar uma essência  "aurora vital".

Mas como toda boa suscetibilidade e aptidão às sensibilidades de fluidos e essências da vida, nosso querido amigo sofrera o irreversível de uma mente que já alcançou a humanidade perante os seres que apenas existem como numerários malditos.

Tal suscetibilidade diria ele; que o conduzia até a interpretar suas reações corporais, como ficar doente por exemplo, ou como fumar um cigarro.

Ele estava com ardência em seus pulmões, o peito gritando e aquele catarro verde e putrefato o fez refletir tal doença como sentimento.

"É tão desagradável sentir fraqueza febre e dores no pulmão, mas sinto um alívio por outro lado, parece que a fraqueza de meu corpo me traz uma tranquilidade, uma "brisinha" e lentidão em meus raciocínios.É como ficar com gripe, aquele nariz todo pesado em seu rosto e aquela carinha amassada que da uma brisa parecida com a maconha. Olhinhos fechados e etc..

Enfim, os cigarros não irei parar, porque são a plena representação da vida, o cigarro é como a vida!

Tragamos, sentimos prazer , ele vai se esgotando e quando chega no final do prazer já se foi!, e cada vez mais nos mata por dentro e ficamos mais próximos a morte.
Como todo prazer que vicia continuadamente e no final nos levará as mortes ou a própria morte, cada vez mais e mais.. Fuuuhh preciso acender mais um.

domingo, 25 de outubro de 2015

Serenidade

Allan Nagy

Tomo uma taça de sangue amargo, e olho para lua cheia em uma noite sinistra que me traz inspiração.
Sinto me como um lobo, e o vazio me perseguindo por cada tecla em que digito. As sombras voltando a me assombrar novamente e cria-se uma frase típica dos funerais de minha consciência.

"E assim é o solo sagrado de uma terra amaldiçoada por humanos!, E que os lobos uivem toda sua solidão anoite!, para grunhirem sua raiva na caça ao meio dia". Todo dia é uma caça, uma caça estruturadaa nos grunhidos internos do qual não posso revelar minhas uivadas de solidão nas meias noites.

















sábado, 24 de outubro de 2015

O Ventríoloco venenoso com tripas de fora dedicado à Rainha

Allan Nagy

No meu mundo da Arte Obscura não existem regras,

No meu mundo da Arte Obscura não existem certezas,

No meu mundo da Consciência Pura não estabelece um sentimento fixo.

No meu mundo não sinto o que escrevo,  escrevo o que sinto.

São sentimentos marcados, mas nem sempre precisos.

Algumas essências prevalecem, mas não sou o que sou.

Eu sou tudo, Eu sou nada, eu sou o momento, eu sou o vazio, eu sou o amor, eu sou o ódio, eu sou o que você quiser, mas também sou o que eu quiser, ou.. o que você não quer.




"Eu me mantive aberto
A força entre as paredes
Seu desejo
Mata minha sede
Você se esconde como insetos
Você tenta fugir
Eu conheço seu veneno
Juntos nós vamos mentir

Deixe-se estar ultrapresente
Vamos renascer espiritualmente
A pele é fina
O sangue nós bebemos
Vá em frente faça
O que nós queremos




Corte, use, abuse...
Vá se revelando
Serei o seu demônio
E você vai ser meu anjo
Corte, use, abuse...
Seja uma rainha
Serei o seu demônio e você vai ser só minha.

Corte, use, abuse...
Vá se revelando
Serei o seu demônio
E você vai ser meu anjo
Corte, use, abuse...
Seja uma rainha
Serei o seu demônio e você vai ser só minha"

Beba meu sangue coagulado!, é mais podre que a sua alma

Garota confusa venha até mim,  dance no escuro quando as luzes vermelhas revelarem o seu ninho de cobras...






quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O Amor é Livre

























Allan Nagy

Tantas confusões, inseguranças em que restam em nossas lembranças,
Meu jeito é incompatível ao mundo de afetividades controladas,
O calor queima em meus sentimentos e anseios,
Porém não nego meus momentos de afeiçoamentos.

Pareço ser apenas produto de ingenuidades, porém já perdi o brilho destas ilusões.
Não gosto de jogos, procuro autenticidade e fortes emoções.

Talvez eu ainda seja uma criancinha que não sabe fazer jogos de sedução, mas saiba que tenho um lado perverso e sombrio do qual me da vontade de te agarrar e transar com todas as posições possíveis, esfolando meu falo.

A falta de controle o assusta, é até  um egoismo meu.
Meu carinho soa como fraqueza e suscetibilidade,porque dizem que o homem tem que demonstrar confiança e estabilidade para mulher, sim, mas... com todavia...  estou além dos valores pré-estabelecidos.

Se tiver que dar suporte e confiança, darei.
Se tiver que dar espaço, darei.
Se tiver que dar apenas meus ouvidos, darei.
Mas se tiver que deixar de dar o verdadeiro amor idiota, clichê e platônico que sinto, me emanciparei e vou me afastar.


Eu bato sempre na mesma tecla, posso errar inúmeras vezes mas sei que sou real, nunca vou deixar minha essência se dissipar, mesmo sabendo que o mundo fará de tudo para eu desistir.Isto é vivenciar a consciência pura, sou apenas um poeta maldito que não aceita alicerces dos homens de poucas palavras!. E que o mundo me maltrate!, eu não ligo! porque sei que minha presença causará incomodo à muitos, mas também sei que não deixei de existir por todos os minutos em que vivi.

De fato, não  dependemos uns dos outros para sermos felizes não é? rs.. mas seria uma pena, porque daríamos uma ótima combinação.

Respire fundo, e descanse, respeitarei o seu momento , o seu bem estar. Seja livre, viva do seu estilo, viva suas regras!, são boas para mim se forem boas à ti, e espero que esteja deduzindo certo rs..Mas saiba que procuro companhia, não todos os dias, não todas as horas.. porém ficaria bem se soubesse que poderia contar com ela nos pequenos momentos de união, tornando se momentos das leis dos eternos retornos.

Como dizia meu caro Nietzsche:

"Se te apetece esforçar, esforça te,se te apetece repousar, repousa, se te apetece fugir, fuja, se te apetece resistir, resista, mas saiba bem o que te apetece, e não recue ante nenhum pretexto, porque o universo se organizará para te dissuadir."

E aqui para finalizar de bom agrado uma música confortável.


















E agora irei descansar em paz num sono profundo e eterno!

(Brincadeira) rs..

Bye!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O ensaio sobre a perspectiva

                                                       
As dores já dominaram o meu ser, lacaio da fuga, dominado pelo meu prazer.

Quem é você? O brilho de um personagem perdido em lagrimas lúgubres, que por todo tempo sussurravam se vozes de salvação do que deveria ser feito com a razão, ainda sim existia um instinto de sobrevivência...

Uma luz de minha verdadeira essência.
Mesmo com tal instinto, o  medo e o vazio impediam a ação. Perdas dolorosas foram surgindo enquanto estava fugindo..Ao fundo e mais fundo buraco da perdição.

Não conseguia mais ter emoção... Nem o vazio não me deixava mais expressar a solidão... Nem a tristeza .. Não saia nem sequer um grito ou uma lagrima...


Era tao frio que nem a dor se manifestava ... Apenas os olhos fundos e escurecidos de um Rosto cansado e apático.
Tudo se trata de uma questão de perspectiva.. Planejamento,devir. A vontade e coragem.

No fundo sei que existia tais requisitos tão vivos e saudáveis. A verdade é que uma alma de luz sempre poderá se reconstruir. Menos o ignóbil, afinal almas penadas não tem rumo.



Sempre existiu a força que suscitava. Finalmente conquisto a liberdade. Escolhemos nos acorrentar, até nas coisas boas como o amor, a arte.. O sexo... Então é quando se percebe que a evolução implica na maturidade, que o verdadeiro feliz é aquele que contempla o prazer nas pequenas coisas, no verdadeiro, o real, sem sonhar à criar expectativas no que não existe.. Estaria eu ignorando a verdadeira essência da vida?.



domingo, 1 de junho de 2014

Memórias de uma garota estranha

Allan Nagy
O VAZIO

Eu estava lá, deitada no sofá fumando meu cigarro, e de repente resolvi tirar a roupa. Eu sei que parece estranho isso, afinal as mulheres não são assim como eu sou.Só acho mais confortável desse modo.
Seria imoral e talvez inadmissível uma mulher andar pelada pela casa sob visão de todos.


Quando criança sem noção alguma da vida apenas querendo ser feliz, eu tirava a roupa e gostava de correr pelada brincando com meu cachorro, mas meus pais nunca deixavam, e me batiam toda vez que tentasse.Então tinha que lavar o chão e fazer serviços domésticos de castigo

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

As sombras voltam a assombrar

Allan Nagy

As coisas parecem confusas e conturbadas
De uma historia mal contada
Que já foi contada, mas agora dissipada
A história se foi como as almas que se vão
Mas elas sempre voltam.
Num sopro profundo de um sono profundo
A morte está próxima mais uma vez
Assim como tudo se fez
Desse modo as sombras voltam a assombrar
Nada deve lhe amedrontar, apenas chatear
Elas sempre existiram e sempre existirão
No seu profundo vazio e seus sentimentos que agora são invão
Um dia não foram invão
Mas as sombras não  se desintegraram
O amor é algo estranho, ele some e aparece
Eu pensava que minha dor já tinha dizimado
Mas no fim tudo voltou como inacabado
Solto, confuso fora do quebra cabeça
Por mais que me aborreça
É algo valioso e grandioso
Afinal amor é indefinível
Achava que era algo racional de se pensar
Mas quando as coisas estão mal resolvidas
As sombras voltam a me assombrar



terça-feira, 25 de junho de 2013

O buraco

Allan Nagy

O buraco é grande
A queda é distante
Mas muito rápida
Totalmente Estupida
Que não pode ser interrompida
pelo seu criador
pois essa é a natureza de se afundar
não pode se controlar nem interferir
essa é a natureza de seu destruidor
O feridor, sonhador, opressor,
Violador de seu interior
Escritor de intérpretes

As flores estão mortas
Os matos estão secos
O clima esta negro
O céu está cinza
e a morte tem medo.

A vida esta mórbida
O cheiro  pútrido nos corpos dos mortos
Deste buraco esta sujo de crostas e auras
Auras negras e almas gritantes
De seus passados errantes
Lamentantes são os sofredores
Desse buraco de violadores

Não tem subida para este fim
ninguém está aqui, nenhum cavalheiro ou princesa vão salvar,o mal estar desse lugar
não existe contos, imaginações nem esperanças.

Apenas o nada